Notas de Prova
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Como consultar as notas de prova

As notas de prova propriamente ditas dividem-se por três partes:

  1. A marca do vinho e ano de colheita em bold acompanhado do respectivo produtor seguido da palavra Regional no caso de vinhos de mesa (se for este o caso de certificação) ou da região de origem no caso dos Espumantes;
  2. O texto relativo às sensações recolhidas no momento de prova (*)
  3. E por fim, o preço e a pontuação atribuída

* Ver «Nota de Prova»

A «Nota de Prova»

O texto de uma nota de prova tem conotações pessoais, variando conforme o seu autor/provador. Procuro com estas poucas palavras dar uma ideia, o mais completa e sucinta possível das sensações organolépticas de cada vinho (tipo de fruto, grau de complexidade, textura de prova, persistência final...). Este texto, tal como a pontuação atribuída, é obviamente relativo, já que se refere a um dado momento de prova de um determinado vinho. Como o vinho é um elemento líquido em constante evolução, as considerações avaliativas – de cunho impessoal e apenas descritivo das sensações tomadas, visto a prova ser cega – devem ser tidas sempre como uma orientação e não como uma determinação absoluta da qualidade de qualquer dos vinhos em prova.

A classificação

A classificação dos vinhos é feita num espaço de 0 a 20 pontos.

A chave para a classificação dos vinhos é a seguinte:

10 – 12 Vinho pobre, com defeito, qualidade abaixo da média: não recomendado
13 – 13,5 Vinho de qualidade média, simples, por vezes com pequenos defeitos: não recomendado
14 – 14,5 Vinho de qualidade, honesto, correcto e equilibrado
15 – 15,5 Vinho de boa qualidade, agradável, bem feito e equilibrado: nos melhores casos dá prazer a beber e é recomendado.
16 – 17 Vinho de muito boa qualidade, com personalidade e complexidade. Recomendado
17,5 – 18,5 Vinho de excelente qualidade, rico, amplo e longevo. Muito recomendado (*)
19 – 20 Vinho clássico, obra de arte, grande vinho. Muito recomendado (*)

* Podem apresentar preços muito elevados

Notas de Prova só acima de 15 pontos

De todos os vinhos provados recomendamos apenas aqueles com nota de prova ou com 15 ou mais pontos.

A «Prova Cega»

O termo «prova cega» designa uma prova onde é ocultado ao provador os dados relativos à origem, marca, ano de colheita e produtor do vinho em causa.

Em termos absolutos, a prova cega é mais justa, já que todos os vinhos partem de uma mesma base – o copo em que são servidos. Mas em termos relativos a situação é mais complexa, podendo acontecer que este tipo de prova surja, por vezes, mais penalizante e injusta, que uma prova convencional. Mas acima das vantagens e desvantagens de cada método impera o senso comum que dita que só desconhecendo em absoluto o que provamos ou avaliamos é que os nossos sentidos ou capacidade crítica são verdadeiramente estimulados.

A prova cega é assim uma espécie de «prova sem rede» onde o provador só pode confiar nas suas próprias sensações e capacidade de comunicação com o vinho, que neste caso passa a ser uma espécie de «companheiro» e «adversário» do provador.

Escolho a prova cega para avaliar os vinhos que provo por entender que é uma prova mais imparcial e mais eficiente, e que faz maior apelo à concentração do provador.

 

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